Pretende-se com esta análise, que se perceba, de uma forma mais clara e sentida, a maneira como o som nos envolve e nos transporta para lugares só imaginados pela acção do cinema.
Sem nos darmos conta, sempre que nos sentamos para ver um filme nunca esperamos que no mesmo surjam só imagens em movimento. Mais de 2 segundos sem som, e começamos a achar que existe um problema. Podemos experimentar ver um filme sem som e cronometrar quando tempo aguentaríamos. Esta questão é simplesmente impensável uma vez que a cinematografia hoje em dia, é completamente planificada em conjunto com o som. Este componente deixou de ser apenas isso, para fazer parte integrante da visualização de qualquer componente visual. Encontram-se totalmente interligados. Um não funciona sem o outro. O som permite-nos ainda perceber para além da textura, emoção e compreensão de cada cena. A emoção que sentimos sempre que assistimos a uma filme tornar-se-ia completamente aborrecida se não existisse qualquer som. Esperamos sempre que o som seja algo tão excitante e que nos envolva em cada imagem do filme, tornando assim a experiência de cinema arrebatadora.
Será precisamente com esse objectivo, que analisaremos ao longo deste trabalho, de uma forma detalhada, a importância que o som adquiriu e passou a fazer parte integrante da chamada sétima arte. Abordaremos a forma como surgiram, os primeiros filmes, as reacções, quer de publico que dos próprios técnicos. O surgimento de novas profissões ligadas ao ramo.
Tentaremos perceber melhor os benefícios conseguidos com este casamento. A maneira como evoluiu até aos dias de hoje. Abordaremos a sua evolução bem como a revolução de ver cinema.
Faremos também referencia à nova forma de expressão da imagem que foi alterada pela integração da música no cinema, referindo para isso alguns compositores que se tornaram verdadeiros produtores de imagens.